Na quinta-feira passada aconteceu algo muito triste. Minha amiga, aquela que ajudei muito durante sua gravidez, aquela que teve tanta dificuldade em admitir o quanto queria ser mãe, teve sua filhinha prematura, apenas seis semanas e, por uma sucessão de erros médicos, sua bebêveio a falecer, com apenas 5 dias de vida.
Mal havia eu me recuperado desse choque horrivel e ontem recebo a notícia dramática de que meu grande amigo de adolescencia Lucas da Rosa teve um enfarte aos 31 anos de idade e morreu enquanto dormia.
Não tenho palavras para expressar meu choque. O lucas era genial. Não ele não fumava, sempre foi super magrelão e praticava muitos esportes. Era percussionista do delicioso conjunto
Quatro a Zero e estavam estourando por aí.
Na minha baixa adolescencia tinhamos uma banda até que bastante competente, a Sweet Sixteen, onde cantavamos Queen, Kiss, e afins e nos divertíamos pelos domingos a fora na garagem do Dadá.
Ainda me lembro como se fosse ontem o dia em que veio a polícia averiguar a algazarra e do olhar dos policiais, tentando ver se estavamos alcolizados ou chapados: adolescente se divertindo só poderia envolver alguma coisa ilícita. Mas não estavamos. Éramos mesmo fascinados pelo poder lúdico da música. Fizemos shows grandes, rimos, acampamos, inventamos versões power para sons velhos até que cada um seguiu seu rumo.
O Lukito, como o chamávamos naquela época, começou a estudar música em Floripa, mas logo viu que tinha mesmo é que se especializar em Percurssão e se mandou pra Unicamp, onde se formou, fez mestrado e conheceu seus companheiros do
conjunto que despontou, sendo um dos finalistas do prestigiado Prêmio Visa como melhor batera do Brasil.
Nós nunca mais nos falamos, mas o Lucas permaneceu ali, naquele lugar especial da memória, como uma das pessoas mais sorridentes que já conheci em todas as minhas andanças; uma das mais amigas, uma das mais tranquilas, uma as mais queridas, aquele tipo de gente que te faz consolidar uma enorme esperança na expansão das coisas boas do mundo. E eu vibrava muito ouvindo seu som e ao saber de seus feitos. Recentemente, numa das minhas idas ao Brasil, nos encontramos e nos abraçamos como se ainda tivéssemos 16 anos. How sweet friendships are!
Are't we supposed to grow old, and make music to cheer the world, and love, and see our children falling in love?
Inexplicável.